As ações da Cruzeiro do Sul Educaçāo (CSED3) encerraram o dia com queda de 1,31%, sendo negociadas a R$ 3,76. Durante o pregão, os papéis oscilaram entre R$ 3,76 e R$ 3,82, com um volume financeiro de aproximadamente R$ 1,13 milhão distribuído em 675 transações. O fechamento anterior havia sido de R$ 3,81.

Mesmo com a leve desvalorização no dia, os resultados mensais e anuais mostram uma tendência positiva. Em março, a valorização acumulada é de 11,24%, enquanto no acumulado de 2025 o avanço é de 17,5%. No entanto, o desempenho dos últimos 12 meses ainda é negativo, com uma queda de 18,03% nas ações.

A Cruzeiro do Sul Educaçāo é hoje um dos principais nomes do ensino superior privado no Brasil. Fundada em 1965 por Hermes Figueiredo e Gilberto Padove, a instituição se consolidou como o quarto maior grupo do setor no país, com presença nacional e uma ampla carteira de marcas reconhecidas.

Entre as instituições que compõem o grupo estão a Universidade Cruzeiro do Sul, que carrega o nome da companhia, além de outras marcas de peso como a Unicid (Universidade Cidade de São Paulo), a UDF (Centro Universitário do Distrito Federal), o Centro Universitário Módulo, a Universidade Positivo e a Universidade Braz Cubas.

Em fevereiro de 2020, a empresa estreou na Bolsa de Valores com sua Oferta Pública Inicial (IPO), captando R$ 1,23 bilhão. Desse montante, R$ 1,07 bilhão foi destinado diretamente ao caixa da empresa. Segundo a própria Cruzeiro do Sul, 90% desse valor será usado para realizar fusões e aquisições estratégicas, com o objetivo de expandir sua atuação no mercado educacional. Os 10% restantes serão investidos no crescimento orgânico da operação, fortalecendo suas estruturas internas e acadêmicas.

Até o final de setembro de 2020, a companhia registrou uma receita de R$ 1,3 bilhão, representando um crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse desempenho reforça o ritmo de expansão da instituição, mesmo diante de um cenário desafiador para o setor educacional.

Apesar do avanço na receita, a Cruzeiro do Sul enfrentou um revés no lucro. Nos nove primeiros meses de 2020, a empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 78,4 milhões, revertendo o lucro obtido no mesmo período de 2019. Esse resultado reflete os investimentos em crescimento, além dos impactos econômicos causados pela pandemia da Covid-19, que exigiram adaptações rápidas no modelo de ensino e na gestão financeira.

Mesmo com esse prejuízo pontual, a perspectiva de longo prazo para o grupo permanece positiva, especialmente pela estratégia de expansão via aquisições e a consolidação de sua presença em diversas regiões do Brasil. O portfólio diversificado e a atuação tanto no ensino presencial quanto na modalidade a distância posicionam a Cruzeiro do Sul como uma das empresas mais promissoras do setor educacional privado no país.