O cenário da WWE virou de cabeça para baixo recentemente, e a prova viva disso é como a empresa tem costurado o retorno de veteranos de peso com a nova geração. Não é exagero dizer que a divisão feminina sofreu o maior impacto inicial com um comeback que pegou muita gente de surpresa. A britânica Paige não pisava num ringue da WWE desde 2017, mas voltou chutando a porta. Fazendo dupla com Brie Bella, ela já chegou capturando o WWE Women’s Tag Team Championship bem na loucura da semana da WrestleMania. Foi aquele tipo de reação do público que a gente não via há um bom tempo.
E o que rola nos bastidores é que a moral dela está altíssima. A direção da empresa oficializou a lutadora como uma autêntica free agent. Na prática, isso significa passe livre para dar as caras no Raw, no SmackDown ou em qualquer outro palco da WWE onde a equipe criativa precise dela.
Longe de ser só uma jogada rápida de nostalgia, o negócio tem uma pegada bem estratégica. A WWE já jogou Paige e Brie no fogo do último Raw, defendendo os cinturões contra Roxanne Perez e Raquel Rodriguez. Ter uma veterana com esse peso circulando livremente pelos shows permite que os roteiristas criem rivalidades clássicas batendo de frente com o sangue novo. É um timing muito inteligente. A divisão feminina está passando por uma evolução clara, e colocar um nome estabelecido no mix adiciona muito valor na dinâmica dos títulos sem a necessidade de ofuscar quem está subindo agora. Deixar a Paige solta pelo roster traz de volta aquela sensação de imprevisibilidade, abrindo margem para aparições surpresas e confrontos que parecem muito mais orgânicos do que algo engessado no roteiro.
Se por um lado a poeira já baixou e a realidade de Paige na WWE está muito bem desenhada, do outro, a rádio peão não para de fritar sobre outro nome gigantesco da indústria. Tudo começou a ganhar força com um vazamento recente nos códigos do WWE 2k26, que foi o estopim para reacender os rumores de um retorno de Chris Jericho.
Hoje, o ex-campeão mundial bate ponto na AEW do Tony Khan, mas boa parte da comunidade do pro-wrestling dá meio que como certo que ele vai fazer uma última passagem pela WWE antes de pendurar as botas. Aos 55 anos, ele trocou uma ideia no Ringer Wrestling e, fiel ao seu estilo, foi enigmático para caramba quando o assunto foi pular o muro de volta para a concorrência.
Jericho mandou a real sobre como a internet funciona hoje em dia. Ele comentou que os fãs criam suas próprias narrativas online e, de repente, a opinião de um vira lei na cabeça de todo mundo. Com o tribalismo insuportável do wrestling atual, o canadense sabe muito bem que qualquer passo que der vai gerar reações extremas. Vai ter gente achando a melhor coisa do mundo e gente odiando profundamente. Ele deixou claro que não perde tempo com a galera que só quer reclamar: o foco dele sempre vai ser o público que quer ser entretido e se divertir com o show.
Mesmo sem a idade para carregar o cinturão mundial nas costas toda semana, Jericho passaria muito longe de ser um peso morto. O cara ainda tira lionsaults da cartola com uma facilidade bizarra e o trabalho de microfone segue impecável. Quando apertaram o veterano sobre conversas diretas com a direção da WWE, ele deu aquela esquivada sorridente. Disse que os rumores só viraram fatos na cabeça dos fãs, mas confessou que adora o clima de intriga que isso gera. Ele deixou a resposta oficial guardada para o futuro. Fica aí o mistério no ar, exatamente como um bom heel faria.