SERÁ QUE OS PETS SOFREM DE DEPRESSÃO?

Por Mariana Boulhosa

A depressão sem dúvida é uma das patologias mais discutidas ultimamente, pois ela não é um mal que só afeta seres humanos, está cada vez mais presente no mundo dos pets, principalmente entre os cães e os gatos. Assim como ocorre com os humanos os fatores externos são os vilões para que a depressão se instale, dentre eles podemos citar a introdução de um membro novo na residência, seja ele de qualquer espécie, sexo ou raça, mudança de local ou ambiente, troca de uma rotina subitamente, experiências negativas como violência física, abandono, perdas por morte, fome, sede e frio.
Entre cães e gatos, destacamos os cães como os campeões em desenvolver a depressão, principalmente aqueles animais que sempre foram criados ao ar livre, cheios de liberdade como em fazendas, chácaras, sítios e residências com quintal e que do dia para a noite se veem em um apartamento muito menor. Porém, se engana quem acredita que os gatos pelo fato de serem muito independentes e terem “vontade própria” não estão vulneráveis à depressão. Estão sim!!! E eles precisam tanto de atenção quanto os cães, pois apresentam sinais clínicos muito semelhantes. No caso dos felinos em geral, pequenas mudanças na rotina ou perdas inesperadas são algumas causas de estresse e consequentemente depressão.
Observar os tais sinais da depressão nos peludos não é nada fácil, até por que esses animais possuem comportamento diferente o que pode confundir os tutores que por inexperiência tentam relacionar os sinais do seu pet com os sinais do pet de um vizinho por exemplo. Esses sinais podem variar muito, desde defecar e urinar fora do lugar, lambedura excessiva principalmente das patas e cauda, intolerância a receber carinho e toques, agressividade, falta de apetite, destruição de objetos, diarreia e vômito podendo levar o animal a graves complicações.
Ao identificar uma dessas alterações, os tutores devem procurar identificar imediatamente as causas que possivelmente contribuíram para essa mudança de comportamento. Normalmente, a chegada de um novo membro na família, como os bebês, fazem com que os animais não se sintam mais o centro das atenções, tão bem como a introdução de um novo filhote.
É sempre bom frisar a importância de se avaliar o seu ritmo de vida com o tipo de pet que você vai resolver ter em casa, pois assim como os seres humanos eles precisam de atenção, cuidado e carinho diariamente, aquele momento a dois de passeio, brincadeiras e afagos, então se você é do tipo que trabalha o dia inteiro vale a pena pensar em ter um gato ao invés de um cachorro pois eles se adaptam mais a esse tipo de rotina.
Como toda enfermidade, o mais importante é prevenir que a depressão aconteça, por isso, sempre que for viajar e precisar deixar o seu pet com alguém escolha essa pessoa com muito cuidado e cautela, deixe sempre alguém que o animal conheça e que tenha certa afeição, dessa forma ele sentirá menos a sua falta, evite deixar o animal por muitas horas sozinho, isso também gera uma ansiedade e posteriormente quadros depressivos.
A avaliação de um médico veterinário é essencial para diagnosticar e tratar a depressão, assim como todas as outras doenças relacionadas aos animais. Atualmente, a homeopatia têm mostrado resultados significativos no tratamento, porém há casos em que a alopatia se faz necessária. Por isso, ao menor sinal, procure um atendimento médico veterinário de sua confiança!!!
Até a próxima!!!

Fonte da imagem: http://www.thepetsdialogue.com

http://www.canalfolia.com.br

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