Depressão: como detectar e tratar os seus sintomas

Por Auxiliadora Paiva

Embora não tendo a Medicina como formação acadêmica, mas como agente viabilizante do Bem estar e da manutenção do equilíbrio, através da Psicoterapia, senti-me envolta na obrigatoriedade de trazer algumas considerações, sobre um dos assuntos mais comentados na nossa sociedade, a Depressão.
A Depressão é considerada pela OMS, como “o Mal do Século”. Ela é um verdadeiro desafio para os profissionais da área da Saúde, assim como também, para os pacientes que são acometidos por ela. O que vem a ser uma Depressão?
A Depressão, é um transtorno psíquico que se caracteriza pela diminuição de interesse e prazer pela Vida. A essa caracterização somamos ainda o aparecimento das angústias, do desânimo e da prostração. Hoje esse transtorno é considerado como a quarta principal causa para a incapacitação do Homem.
Ela atinge pessoas de qualquer faixa etária, de qualquer credo religioso ou situação econômica. A esse processo, se faz necessário a urgente intervenção de um profissional habilitado, devidamente capacitado e experiente para a condução e execução do tratamento. A Depressão não possibilita apenas o aparecimento das sensações de infelicidade, angústia e desânimo. Ela também atinge o Sistema Imunológico, abrindo arestas para a instalação de inúmeros processos inflamatórios e outras doenças, principalmente as cardiovasculares.
A Depressão é multifacetada, pois ela se apresenta com diferentes tipos e características. Listamos algumas formas de apresentação sintomática.
Depressão Maior: é o tipo mais frequente e genérico. Tem como sintomas a tristeza, a angústia, o desânimo, as alterações do sono e do apetite, entre outros. Pode se apresentar em três graus de comprometimento: o leve, o moderado e o grave. Seu tratamento se baseia na administração de um combo terapêutico composto por: medicação antidepressiva, psicoterapia em conjunto com a prática de exercícios físicos e da mudança de estilo de viver.
Depressão Sazonal: é um tanto quanto rara no Brasil, porém muito frequente nos países nórdicos como a Noruega, Islândia, Dinamarca, assim como também nos Estados Unidos e Canadá. Esse tipo de Depressão está atrelada a uma situação climática, no caso o Inverno, onde nessas areas, durante esse período há pouca incidência de luz natural, pois os dias são curtos, facilitando assim o enclausuramento dos indivíduos. O seu tratamento é o básico, porém com o acréscimo da Fototerapia. Que é uma técnica terapêutica, que consiste na exposição das pessoas em câmaras especiais, onde o ambiente faz uma simulação da luz solar.
Depressão Distímica: é parecido com um tipo de Melancolia, porém com sinais leves e imperceptíveis, onde a pessoa se habitua a conviver com este estado. A grande temeridade, é que nesse caso, pode acontecer um agravamento do quadro sem que as pessoas percebam. A atividade física é um excelente referencial associado a Psicoterapia.
Depressão Atípica: ela promove a Insônia, em vez da sonolência. Traz a ânsia de comer, em vez da falta de apetite. Favorece ao surgimento do mau humor e da irritabilidade. E por muitas das vezes confundida com a Bipolaridade. Seu tratamento é feito a base dos antidepressivos e de alguns estabilizadores de humor.
Depressão Psicótica: é uma das formas mais preocupantes, pois além dos sintomas inerentes ao quadro, em paralelo surgem os delírios, as manias de perseguição e as sensações de que algo de ruim vai acontecer. Nesse quadro o indivíduo, as vezes, mistura a realidade, com as fantasias de sua cabeça. De acordo com as estatísticas, essa é a forma de Depressão que tem contribuído de forma incisiva para a prática do Suicídio.
Depressão Pós Parto: após o período gestacional, há algumas mulheres a queda de determinados hormônios. Essa disfunção vem a favorecer a ideia de incapacidade de cuidar do bebê ou na falta de alegria e prazer com a maternidade. Nesse quadro, verificamos a existência do Infanticídio Puerperal. Por se tratar de uma situação extremamente difícil, para todos os envolvidos, a legislação trouxe em seu ordenamento, as atenuantes aplicáveis ao caso concreto
Depressão: como prevenir? A melhor forma de prevenir, é cuidando da mente e do corpo, através de uma alimentação saudável e balanceada, acompanhada da prática regular de atividades físicas. É comprovado cientificamente que a saúde mental, tem grande relação com o cuidado com o corpo. As atividades físicas e lúdicas liberam os hormônios, principalmente a seratonina, que é o hormônio do bem estar e do prazer.
Qual a diferença entre a Tristeza e a Depressão? Na Tristeza o indivíduo conhece a causa, ele sabe porque está triste. Enquanto que a Depressão revela uma tristeza profunda e que em muitas das vezes, não há motivos aparentes.O diagnóstico da Depressão é clínico e somente pode ser dado por um profissional médico especialista, no caso o Psiquiatra. Durante a anamnese, esse profissional fará inúmeros testes e valorosas observações no histórico do seu paciente e dos seus familiares. Cada caso, é um caso, sendo portanto avaliado individualmente. O tratamento a ser ministrado, aos pacientes é essencialmente medicamentoso, e o mesmo deverá ser acompanhado rigorosamente com algumas terapias.
Como tratar a Depressão? No geral, o tratamento tem uma variação de tempo,que é pessoal ou seja, vai depender muito do paciente,visto que esse atendimento terapêutico é pessoal e intransferível.
No Brasil, hoje o Sistema Único de Saúde (SUS), desenvolvem papel muito importante neste contexto, através da Atenção Básica ou dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), onde os pacientes e seus familiares recebem atendimento multiprofissional, de acordo com o seu quadro sintomatologico.
Portanto, após essas colocações sobre esse tema muito delicado e perigoso, resta-nos estar atento aos sinais e predispostos a trabalhar em favor do restabelecimento do equilíbrio e do bem estar.
Namastê

Fontes de pesquisas: www.saude.abril.com.br
www.minhavida.com.br

Fonte da imagem: www.ifgoiano.edu.br

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