A IMPORTANCIA DA LEITURA PARA A FORMACAO DO CIDADAO

Por:Marcus Vinicius Peralva Santos

 

Prezados leitores,

É com grande satisfação que eu e os demais membro do CanalFolia os recebemos em nossa primeira postagem da coluna de Literatura.

Quando eu fui convidado para ser colunista aqui do canal, fiquei em dúvida sobre o que eu deveria postar em minha primeira matéria. Pensei em falar sobre algo relacionado ao carnaval, devido ao folia do nome do nosso site, depois mesclei entre falar sobre websites, sites, até que nesta semana fomos bombardeados pelas mais variadas mídias sobre o corte de 30% do orçamento anual de três grandes universidades do país (UFBA, UFF e UnB), o qual me fez em fim decidir sobre o tema desta nossa postagem, A importância da leitura para a formação do cidadão.

Eu como professor universitário tenho acompanhado ano após ano, semestre após o semestre o desempenho dos meus alunos quanto ao desenvolvimento de leitura, escrita e fala (sim, o simples ato de saber se pronunciar em sala de aula e até mesmo fora dela), e tenho visto que cada vez mais, nossos alunos adentram ao ambiente acadêmico universitário com graves problemas educacionais, dentre eles, a dificuldade em saber ler e interpretar aqui que eles leem.

O ensinar a “ler” e ter o “hábito da leitura é um desafio antigo a todos os professores, sejam eles de ensino infantil, fundamental, médio ou superior, mas se torna um desafio ainda maior no ensino superior, pois este individuo, dotado de tamanha deficiência está prestes (ou já está) a entrar no mercado de trabalho, e com tamanho problema, é um alvo fácil a ser mais um nas estatísticas de desempregados no Brasil.

Você leitor, que acompanha esta e as demais colunas do CanalFolia deve ter em mente que o hábito da leitura não serve apenas para podermos entender algo ao qual estamos lendo, mas também para lapidarmos o nosso vocabulário, aperfeiçoarmos o nosso raciocínio e sabermos ser escutados e assim, representados perante a sociedade ao qual vivemos.

Com o avanço da tecnologia, hoje podemos nos comunicar de forma fácil e barata com várias pessoas ao mesmo tempo, o que para início de conversa parece ser algo bom, sim, eu concordo com este pensamento, mas por outro lado, me colocando na posição de professor, vejo as maiores barbaridades escritas em grupos de WhatsApp e e-mails de alunos e me pergunto aonde é que vamos parar com tamanho desleixo com a escrita?

Você leitor pode achar que o WhatsApp é um ambiente informal de conversa, o que eu concordo em até um determinado ponto, mas nele vemos dia a pós dia termos que jamais devem ser escritos errado ou confundidos, tais como usar “mais” no sentido de adversidade, sendo que o certo seria “mas”, ou escrever termos como exsessão, sendo que o correto é exceção, dentre outras barbaridades da escrita.

Neste ponto você pode estar se perguntando… Ok Marcus, isto realmente acontece, mas porque falar de escrita, se o título do seu texto se refere a leitura? E é justamente neste ponto ao qual almejava chegar. Não há como se escrever bem se você não tem o hábito da leitura. Se você não se depara com os termos que você fala em seu dia a dia de forma escrita, você nunca vai se tocar que você escreve errado, e isto pode parecer besteira, mas é algo que lhe faz ser mais um dos excluídos da sociedade.

Pense que o hábito de ler não serve apenas para você interpretar algo, mas serve também para que você possa se comunicar por alguém, ou lhe faça entender algo de um dado tema ao qual você se lhe interessa… pode ser o mundo da fofoca, esporte, economia, negócios, lazer, dentre outros, mas é necessário arraigar este hábito em seu cotidiano.

Se você tiver um filho, estimule o mesmo ao hábito da leitura, mas para iniciar este processo busque por algo que você saiba que ele goste e que assim, o faça se interessar pelo hábito da leitura. Isto fará com que dia a pós dia o seu filho busque por novos materiais para leitura e quando ele e você menos esperarem, o mesmo terá desenvolvido o hábito da leitura, assim como terá desenvolvido a sua escrita, pois o que é visto (na leitura) será lembrado, mas o que não é visto não tem como ser lembrado. Valorize este hábito em você, seus filhos, sua esposa e em quem mais está ao seu redor.

Se tem algo que é triste para as pessoas, em especial aos professores, como eu, é você tentar ajudar uma pessoa a desenvolver a sua leitura e a escrita e a mesma não dá bola, achando que terá sucesso no futuro. Será mesmo que terá futuro não sabendo ler ou escrever? Sim, pode ter, mas isto ocorre com um em um milhão, portanto esforce-se e busque ler aquilo que lhe agrada. Você verá como a leitura pode ser algo prazeroso e não uma punição.

Por fim, deixo aqui a recomendação de um texto intitulado“Leitura e a era digital: o professor e a utilização das tecnologias na leitura em sala de aula” de autoria de Ducilene Nascimento Ribeiro (2018), o qual retrata muito bem o tema desta nossa primeira postagem. Espero que gostem da nossa dica literária e até o nosso próximo encontro!

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