A importância da imunização de cães e gatos

Por Mariana Boulhosa

A imunização de cães e gatos é estremamente importante, pois é o método mais eficaz de prevenção e proteção de algumas doenças infecciosas, promovendo imunidade contra esses agentes. Além de proteger o animal e a população contra algumas zoonoses que são as doenças transmitidas de animais para humanos, como a Leptospirose e a Raiva a vacinação também auxilia para redução do número geral de animais suscetíveis na população, chamada de imunidade de rebanho, diminuindo assim a prevalência da doença. Mas e o que é vacina?

Vacinas são substâncias de ordem biológica que protege os animais contra algumas doenças. As vacinas são produzidas em laboratório a partir de microrganismos causadores de doenças infecciosas como vírus e bactérias. As vacinas têm como objetivo estimular o sistema imunológico do animal a produzir anticorpos contra a doença sem ficar doente, a fim de fortalecer esse sistema de defesa. Com a aplicação da vacina é possível criar uma memória imunológica com a produção antecipada de anticorpos especializados que irão identificar o agente causador da doença caso o animal seja infectado.

Hoje existem três tipos de vacinas, a inativada, a recombinante e a viva-atenuada que são diferentes por conta da forma como são produzidas. As vacinas inativadas consistem na utilização de microrganismos mortos, que não possuem capacidade de provocar a doença no animal. Os microrganismos podem ser utilizados por inteiro ou apenas partes destes que também são capazes de estimular a resposta imunológica do organismo. As vacinas recombinantes são produzidas através da retirada de um fragmento do DNA do agente com o objetivo de criar um agente semelhante, mas sem potencial de causar a doença para o animal. A viva atenuada é feita a partir de microrganismos vivos que passam por procedimentos laboratoriais de enfraquecimento. Mesmo enfraquecidos, esses microrganismos ainda podem causar infecção, apesar da probabilidade ser quase nula. Portanto, é imprescindível uma avaliação das condições gerais do animal por um médico veterinário antes da aplicação desse tipo de vacina.

Portanto quando comparamos com a vacina viva-atenuada, uma condição ruim de imunidade do animal não aumenta os riscos de infecção por que o agente está inativado, porém interfere na eficácia e na velocidade da resposta vacinal.
As doenças que mais causam risco de óbito em cães, e que podem ser evitadas pela imunização, são: Leptospirose, Parvovirose, hepatite infecciosa, Cinomose, Coronavírus, Parainfluenza e Raiva. Já os gatos podem contrair doenças como: Panleucopenia, Rinotraqueite, Calicivirose, Leucemia Felina e Raiva.
Atualmente as vacinas são divididas em três categorias: essenciais, não essenciais e não indicadas, essas últimas quando há pouca justificativa científica para uso. Elas variam entre diversos países e regiões, de acordo com a presença ou ausência da doença, sua prevalência local e pelas características de cuidados preventivos da população humana e animal.
As vacinas intituladas essenciais protegem os animais contra doenças graves, potencialmente fatais, que têm ampla distribuição. No Brasil, as vacinas essenciais são aquelas que imunizam contra o vírus da cinomose canina, o adenovírus canino, o parvovírus canino tipo-2. Já para os felinos as vacinas devem proteger contra o panleucopenia felina, o calicivírus felino e o hespervírus felino.
A vacina contra o vírus da raiva também é considerada essencial para ambas as espécies no Brasil, por ser uma área endêmica, o que difere de outros países, sendo exigida para viagens internacionais. E as vacinas não essenciais são aquelas cujo uso é determinado com base nos riscos da exposição geográfica ou do estilo de vida do animal e em uma avaliação da relação risco-benefício.
Em nosso país, a vacina de proteção para leishmaniose é indicada em muitas regiões, onde a doença é endêmica. Há disponíveis também a vacina de prevenção da “tosse dos canis” e a de prevenção de doença clínica causada por Giardia, ambas com indicação relacionada ao manejo ambiental e relação com outros animais.

Os esquemas de vacinação devem ser iniciados entre seis e oito semanas de idade e finalizadas, preferencialmente, após as 16 semanas de idade. Os intervalos entre vacinas e quais vacinas devem ser administradas será indicada pelo médico veterinário e modificado quando necessário.

A vacinação é um ato de amor e cuidado para o seu pet, procure um médico veterinário de confiança.

Fonte da imagem: http://www.401wardenpet.com

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