TERCEIRA EDIÇÃO DO CORDELIZANDO LOTA A CAIXA CULTURAL SALVADOR

Cordel continua vivo no coração dos baianos. A prova disso foi o sucesso da edição 2018 do Cordelizando, na Caixa Cultural Salvador. Com curadoria de Maviael Melo o evento contou com mesas com a capacidade máxima e muito interesse do público em assistir à performance dos cordelistas que deram aula de rima e bom humor. De quinta-feira a sábado, dias 7, 8 e 9 de junho, um público diverso participou das mesas batendo papo, ouvindo literatura, rimas, músicas, poesia e recitais, lotando o espaço. Foram diferentes formas de apresentar o cordel.

 

 Na quinta, Rodrigo Sestrem deu show de bom humor e piadas em forma de cordel. Junto ao mediador Maviael Melo e um convidado, o violinista Marcelo Fonseca de Minas Gerais, conversou com o público e apresentou músicas com inspiração sertanejas.  Sestrem, que tem canções gravadas por nomes como Alcino, Roberta Viana e Leo Pinheiro, fez musica até com uma muleta, que fez de flauta. Na sexta-feira, 8, Antônio Marinho e Clécio Rimas deram o tom do evento. O primeiro, Marinho, é neto de Louro do Pajeú, um dos grandes nomes da cantoria brasileira. Logo de manhã falou da diferença do cordel e da poesia, batendo um papo com o público. Pela Tarde, Rimas misturou o rapper ao repente. Poeta, glosador e DJ, apresentou uma mesa que misturou cordel à embolada. A noite terminou ao som do Em Canto e Poesia com Antônio Marinho e seus irmãos Greg e Miguel Marinho.

 

sábado começou com fila na portaBráulio Bessa foi o responsável pela mesa Encontro com o Cordel. Com o público- que lotou a Caixa Cultural- hipnotizado por sua fala, o cordelista mostrou porque tem conquistado tantos fãs. Além de ter apresentado temas que representa a música nordestina, ainda encantou com a sua simplicidade. No final, ainda recebeu o público para fotos e na saída ainda apresentou um pouco mais da sua arte às pessoas que não conseguiram entrar. Na sequencia foi à vez de Flávia Wenceslau lotar mais uma mesa. Dona de dois prêmios Caymmi de música (2007 e 2017) apresentou um pouco da sua música que já chamou atenção de nomes como Maria Bethânia, Chico César, Mariene de Castro e Santanna.

 

 

Maria Alice Amorim, dona de sete mil títulos de cordel, apresentou suas poesias com temas românticos. O mineiro Marcelo Fonseca e Maviael Mello começaram o som de encerramento. Juntos tocaram várias canções do novo CD do curador do evento. Na sequencia, Raimundo Sodré fechou a programação com sua cultura do recôncavo baiano. A Terceira edição do Cordelizando foi uma realização da Icontent, com patrocínio da Caixa e Governo Federal.  Incentivo à cultura – A CAIXA investiu mais de R$ 385 milhões em cultura nos últimos cinco anos. Em 2018, nas unidades da CAIXA Cultural em Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, está prevista a realização de 244 projetos de Artes Visuais, Cinema, Dança, Música, Teatro e Vivências.

 

CAIXA Cultural Salvador foi inaugurada em 1999, no prédio datado do século XVII, que já abrigou a antiga Casa de Orações dos Jesuítas e onde, ao longo da história, já trabalharam personalidades como Glauber Rocha, Caetano Velloso e Lina Bo Bardi. Após ser tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e restaurada pela CAIXA, a Casa hoje oferece ao público duas galerias de arte, um anfiteatro, um salão para espetáculos, uma sala para eventos e uma sala de oficinas, constituindo importante espaço de difusão cultural localizado no centro de Salvador.

 

Foto: Paolo Martinelli

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