BTCA leva “Lub Dub” à Mostra Brasileira de Dança, em Recife

 


Depois de uma apresentação ovacionada com lotação máxima na Sala Principal do Teatro Castro Alves no Domingo no TCA neste mês de julho, o Balé Teatro Castro Alves (BTCA) leva à 14ª Mostra Brasileira de Dança, em Recife, seu mais recente espetáculo, “Lub Dub”. Com criação do dançarino, coreógrafo e compositor sul-coreano Jae Duk Kim, a coreografia é uma intensa alternância de movimentos de tração e estremecimento, dinamismo e relaxamento, ritual e contemporâneo. As sessões serão nos dias 5 e 6 de agosto, às 20h, no Teatro de Santa Isabel, na capital pernambucana.

 

Inaugurada em 2003, a Mostra Brasileira de Dança celebra a dança em suas mais distintas vertentes, abrindo espaço para espetáculos, performances e coreografias, além de um olhar especial para a formação com oficinas de iniciação e aperfeiçoamento, palestras, lançamento de livros e exibição de vídeos sobre dança. O evento cria oportunidades para pesquisadores, bailarinos, coreógrafos, diretores e técnicos das artes cênicas, fomentando negócios e projetando seus produtos.

 

Companhia pública de dança contemporânea fundada em 1981, o BTCA tem direção artística de Antrifo Sanches e é um corpo artístico estável do Teatro Castro Alves (TCA), equipamento da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia (SecultBA).Em “Lub Dub”, dez dançarinos em cena têm a percussão como motivação sonora e física. A estrutura coreográfica se desenvolve pelas características peculiares do coreógrafo: ele oscila do silêncio absoluto à vertigem, em questão de instantes, sempre em estreita relação com a trilha sonora. O próprio Jae Duk Kim assina a trilha, que tem como base instrumentos percussivos das culturas oriental e ocidental, efeitos incidentais, canto e sons ao vivo.

 

O curioso nome do espetáculo é uma referência ao som das batidas do coração. Para a medicina, os dois primeiros (ou principais) sons cardíacos são denominados ‘lub’ e ‘dub’, que representam a bolha produzida pela abertura e fechamento das válvulas que permitem a passagem do sangue. Assim, o título é uma metáfora dos sons e batidas da vida, da própria humanidade e sua energia vital, que motiva e sustenta o movimento do corpo: o corpo que pulsa, medita, protesta e luta.

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